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Hackers prometem intensificar guerra virtual a favor do WikiLeaks

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Grupo responsável por ataques diz que já tem mais de 4.000 membros no mundo todo

Efe/AnonymousEfe/Anonymous
Mensagem de grupo de hackers convoca internautas para "guerra" contra empresas que bloquearam meios de financiamento ao WikiLeaks
Os hackers do grupo autodenominado Anonymous prometeram nesta quinta-feira (9) uma escalada da guerra virtual contra as empresas que cortaram os meios de financiamento ao site WikiLeaks depois da divulgação de mensagens diplomáticas americanas. Em entrevista à rádio britânica BBC, um porta-voz do grupo, que se organizou através de um fórum na internet, reivindicou os ataques desta quarta-feira (8) contra as companhias americanas de cartão de crédito MasterCard e Visa, bem como contra o sistema de pagamentos eletrônicos PayPal, além de outras companhias que bloquearam as contas do WikiLeaks ou de seu fundador, o australiano Julian Assange.
- A campanha não terminou. Vai bem e cada vez mais pessoas estão se unindo para ajudar. Cada vez mais pessoas estão baixando a ferramenta botnet que permite ordenar os ataques DDoS.
Os botnet permitem realizar os chamados ataques de Negação de Serviço Distribuídos (DDoS) simultâneos a partir de um grande número de equipamentos para bloquear ou ao menos sobrecarregar um portal na internet. O porta-voz do Anonymous, que se apresenta como Coldblood (sangue frio), disse que o objetivo do grupo é "manter a internet livre".
- É uma guerra informática. Estamos tentando manter a internet aberta e livre para todo mundo, como sempre foi a internet.
Grupo não tem estrutura definida
Quanto à estrutura do grupo, o porta-voz disse que o Anonymous não segue nenhum meio convencional, mas é "apenas um grupo de pessoas que, quando acha que uma ideia é suficientemente boa, então entra em ação".
Além de Visa, MasterCard e do site da filial bancária do serviço de correios suíços, o Postfinance, que na última segunda-feira (6) anunciou o fechamento da conta de Assange, os hackers também atacaram outros sites da Suécia, país que busca a extradição de Assange para interrogá-lo por um suposto caso de delito sexual.
Segundo o jornal sueco Aftonbladet, os hackers forçaram o fechamento durante várias horas do site do governo da Suécia na madrugada desta quinta-feira. Nos últimos dias também foram atacados os sites da promotoria sueca e dos advogados das duas mulheres que acusam Assange. A página do senador americano conservador Joe Liebenrman também virou alvo.
Em um chat com a agência de notícias France Presse, os organizadores do Anonymous prometeram estender sua campanha a qualquer um que tenha "uma agenda anti-WikiLeaks" e descreveram Assange como um "mártir da liberdade de expressão".
- Começamos como uns poucos usuários, menos de 50. Agora somos cerca de 4.000.
Ataques começaram no último sábado (4)
Os hackers do Anonymous fizeram seu primeiro ataque DDoS no último sábado (4), derrubando o blog do serviço de pagamentos on-line PayPal por ao menos oito horas.

Apesar de anunciar suas ações no serviço de microblogs Twitter (@Anon_Operation, conta bloqueada nesta quarta-feira) ou por meio de seu site, Anonops.net, os organizadores do grupo não quiseram identificar futuros objetivos, mas disseram que continuarão com a campanha contra as tentativas de silenciar Assange e seu portal. O australiano, de 39 anos, se encontra detido na prisão londrina de Wandsworth, após o juiz responsável pelo processo de extradição negar, na última terça-feira (7), sua liberdade sob fiança.
O site criado por Assange divulga há vários dias milhares de telegramas diplomáticos confidenciais dos Estados Unidos.
 

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